quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vencendo a Insegurança Para Falar em Público

Há quem sua frio, fica com a boca seca e o estômago embrulhado à simples ideia de falar em público, talvez sirva de consolo saber que esses sintomas são comuns a 85% dos mortais. A informação vem de uma autoridade: Michael T. Motley, catedrático do departamento de retórica e comunicação da Universidade da Califórnia, Davis. Ele acha a ansiedade natural." Em qualquer situação, o temor da avaliação ou a insegurança sobre como agir desperta ansiedade", pondera em Psychology Today. A não ser em casos extremos, em que indivíduos são capazes de arruinar a própria carreira para não se expor em público. E até esses podem mudar, nas mãos de terapeutas que lhes ensinem relaxamento e técnicas para reverter o terror.

Resgatada a autoconfiança, os mesmo sintomas passam a ser interpretados pela ex-vítima como sinais de que está emocionalmente apta a comunicar-se com o público.
Nos casos menos graves, basta desfazer mal-entendidos, como a suposição de que a platéia está sempre pronta a crucificar o orador ao menor deslize. Na verdade, garante o professor Motley, as pessoas ficam muito mais concentradas no conteúdo do discurso que nas habilidades do orador. E, esclarece, está provado que sinais de ansiedade são muito menos perceptíveis do que o orador julga. Para quem se dispõe a combater o medo de falar em público, ele dita algumas regras fundamentais:
* Defina objetivos - Antes de mais nada, identifique um ou dois pontos que deseja comunicar. Depois, pense na melhor maneira de obter impacto com eles.
* Ponha-se no lugar do público - Verifique as diferenças entre você e a maior parte do público quanto a atitudes, interesses, familiaridade com o tema. Fale nos termos do público, usando a linguagem dele.
* Não decore, não leia - Exceto poucas pérolas criteriosamente escolhidas - frases memoráveis ou exemplos que com certeza funcionam -, seja o mais espontâneo possível. Não ensaie a ponto de dizer sempre as mesmas coisas da mesma forma. Para não se desorganizar, use notas breves.
* Fale com uma pessoa de cada vez - Embora pareça absurdo discursar para um só, olhar e fale para indivíduos na platéia ajuda a manter a naturalidade. Fale com cada pessoa só o tempo em que o contato for confortável - em geral, uns 15 segundos.
* Tente não pensar em suas mãos e expressões faciais - Concentre-se no que deseja comunicar e deixe a comunicação não verbal correr solta. Prestar atenção nos gestos gera inibição ao constrangimento.
* Vá com calma - Algumas pessoas no auditório podem querer tomar notas. Colabore, indo devagar. Faça pausas. Guie o auditório delineando os itens mais e os menos importantes. Lembre-se que seu objetivo é ajudar o público a entender e não apresentar informações em tempo recorde.
* Fale de modo habitual - Exprima-se como se estivesse dirigindo-se a alguém que respeita. Visar a perfeição é pouco realista e só cria tensões. Ao auditório interessa o que - e não como - o orador fala.
* Procure conselhos e críticas - Para a maioria, um planejamento cuidadoso e um estilo informal garantem uma boa exposição . Uns poucos oradores, no entanto, têm peculiaridades que distraem o auditório. Solicite a crítica de alguém em que confia e concentre-se naquilo que o desvia de seu objetivo. Em geral, basta estar ciente do problema para corrigi-lo. Mas, se não bastar, procure um curso ou um professor de oratória.

Pr. Marcelo da Costa


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mimetismo – Por que sofremos os efeitos da imitação?


  Muitas vezes, imitamos inconscientemente a entonação da voz, a escolha das palavras e o gestual de outras pessoas;também adotamos seus pontos de vista e os introjetamos como se fossem originalmente
nossos; esse comportamento é útil para a convivência social.
  Pense em um casal conhecido seu que viva junto há muito tempo. Procure uma antiga foto dos dois e compare-a com outras atuais.  Provavelmente você notará que essas pessoas têm se tornado mais parecidas com o passar dos anos. Esse espantoso fenômeno foi descoberto pelo psicólogo social Robert Zajonc, nos anos 1980. O pesquisador falecido em 2008 e seus colegas da Universidade de Michigan em Ann Arbour apresentaram aos voluntários casais e pediram que avaliassem as semelhanças em sua aparência. Realmente, os traços faciais das duplas que estavam juntas havia muitos anos foram classificados como muito semelhantes. Ainda mais surpreendente: quanto mais obviamente a fisionomía havia se tornado similar, mais satisfeitos os dois estavam com o relacionamento, segundo as suas próprias declarações.
    Esse “efeito camaleão” foi abordado pelo diretor Woody AlIen em Zelig, de 1983. O personagem principal, que dá nome ao filme, se adapta física e psicologicamente ao seu meio ambiente — quando o protagonista está rodeado por pessoas mais gordinhas, por exemplo, sua barriga estufa. Nesse trabalho, Woody Allen apresenta uma caricatura da necessidade humana de buscar conformidade. Obviamente não possuímos a capacidade de igualar nossa aparência ao meio ambiente em segundos; no entanto, os seres humanos tendem a imitar inconscientemente aqueles com quem interagem. Psicólogos falam aqui em mimetismo (do grego antigo mimesis = imitação), com base no conceito usado na biologia para designar o fenômeno segundo o qual algumas espécies animais inofensivas assumem características externas de outra espécie mais agressiva, para espantar predadores.
    A capacidade humana de mimetizar é aparentemente inata. Recém-nascidos com poucos dias de vida começam a chorar quando ouvem outros chorando. Bebês entre 3 e 4 meses reproduzem movimentos simples de boca e põem a língua para fora ao ver alguém fazer esse gesto. Aos 9 meses, os pequenos já imitam as expressões faciais de alegria, tristeza ou irritação da mãe. Os pais tiram proveito desse desejo humano de imitar. lntuitivamente, ao oferecer mingau aos filhos, eles próprios abrem a boca para queo bebêtambém o faça — e em geral funciona.
Os adultos frequentemente reproduzem a linguagem infantil ao falar com as crianças. Mas também imitam, sem perceber, um interlocutor da mesma idade: se uma pessoa do Nordeste do Brasil conversa com outra da região Sul, a primeira logo estará imitando levemente o sotaque da segunda, e vice-versa. Ao conversarem, as pessoas costumam buscar uma espécie de ajuste no que diz respeito à velocidade da fala, ao ritmo, à impostação e ao vocabulário. Até mesmo a estrutura das frases usada pelo outro é copiada.
A altura da voz e o estado emocional das pessoas também são influenciados pelo meio ambiente. E o que mostra, por exemplo, um estudo desenvolvido pelos psicólogos Roland Neumann e Fritz Strack. Os cientistas, que hoje pesquisam nas Universidades de Trier e Würzburg, Alemanha, apresentaram aos sujeitos do experimento uma gravação em que um locutor lia em voz alta um texto filosófico. Mas enquanto metade dos voluntários escutou a leitura com entonação alegre, a outra parte ouviu a leitura em tom triste. Quando os participantes tiveram de repetir o texto, eles não apenas assumiram a altura de voz similar à do locutor, mas também demonstraram o mesmo estado de espírito que perceberam. A observação dos aplicadores foi confirmada por uma entrevista feita na sequência com os participantes. Dessa forma, as pessoas poderiam se assemelhar mesmo na aparência: quem tem sempre um parceiro bem-humorado ao seu lado — e capta isso por meio da mímica—caminha mais alegre pelo mundo.
    Outro indício de como a imitação influencia a aparência a longo prazo foi descoberto pelo psicólogo Ulf Dimberg, da Universidade de Upsala, na Suécia, nos anos 1980. Ele mostrou aos participantes fotos de pessoas alegres e irritadas enquanto registrava, por meio de sensores, a atividade muscular no rosto dos observadores. Realmente, nas contrações imperceptíveis refletiram as emoções apresentadas nas fotos.
    Hoje, pesquisadores supõem que a apresentação constante de uma expressão facial fortalece a musculatura e influencia os vasos sanguíneos, o que, a longo prazo, pode modificar a própria mímica. Uma pessoa que por anos a fio mantém um semblante preocupado tende a se mostrar assim mesmo em situações nas quais não deveria estar dessa maneira, como se o rosto adotasse determinada “máscara”, o que se reflete na forma de essa pessoa se relacionar com os outros e até consigo mesma. Seguindo essa lógica, podemos pensar que a imitação constante faz com que parceiros de fato se tornem cada vez mais semelhantes com o tempo.
    Esses estudos sugerem que, ao observar-mos movimentos alheios, tornam-se ativas regiões cerebrais que coordenam a atividade motora correspondente em nós mesmos.
    A imitação social ainda cumpre uma função importante: recém-nascidos já se comunicam dessa forma com seus semelhantes e aprendem assim a se comportar de maneira adequada, inserindo-se no grupo. Esse comportamento, porém, também se aplica a adultos que, por exemplo, após uma mudança, precisam se integrar a uma nova comunidade. Como diz o provérbio, “estando em Roma, aja como romano”. De fato, a imitação pode ser importante para a integração e sobrevivência.
    A psicóloga Jessica l. Lakin, da Universidade Drew, em Madison, no estado de Nova Jersey, acredita que imitamos nossos semelhantes principalmente quando buscamos conexão social, muitas vezes também imitamos sem perceber.
    Em um segundo experimento, Lakin demonstrou que os socialmente excluídos tendiam a imitar seus pares, ainda mais quando lhes era informado que todos haviam participado do mesmo jogo (e uma daquelas pessoas poderia ter sido sua adversária).
    Embora as conclusões de Jessica l. Lakin façam muito sentido, é importante lembrar que não imitamos os outros apenas quando nos sentimos deixados de lado.
    A necessidade de mimetismo também cresce em situações nas quais a proximidade é importante por outros motivos.
    Será que as pessoas se reconhecem como mais simpáticas quando se imitam mutuamente?
     Por incrível que pareça, mas alunos e professores consideravam seu relacionamento mais harmônico quanto mais intensamente os estudantes imitavam as mímicas e o gestual do docente. No entanto, a causa e o efeito nesse caso não estão claros: talvez o mimetismo também ocorresse porque os envolvidos consideravam positivamente seu relacionamento e, por isso, “seguiam o mestre”.
    Aparentemente, o comportamento mimético estimula a boa convivência e os vínculos sociais.
    Aparentemente, as pessoas servem-se do mimetismo quando buscam criar conexões, de maneira automática, sem se dar conta desse procedimento.
    Os efeitos da imitação, portanto, não são ilimitados, mas comportam sutilezas que podem estar ligadas aos valores, desejos e subjetividade de cada um, Além disso, os resultados confirmam mais uma vez que a percepção e a ação estão estreitamente conectadas. Para pesquisadores como o psicólogo holandês A. Dijksterhuis, da Universidade Nijmegen, uma percepção sempre inicia também um comportamento correspondente.
    O mimetismo, porém, também pode nos influenciar negativamente de outras formas. Assim como chegamos em casa alegres após uma noite em companhia de pessoas divertidas, o mau humor do chefe e dos colegas também nos afeta. O risco é nos tornarmos cada vez mais parecidos com algum “emburrado de plantão” com o passar dos anos.    
    Em nome do próprio bem-estar, vale ficar atento.

Pr. Marcelo da Costa 
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Traços do Alfabeto Hebraico

O alfabeto hebraico, também conhecido como Alef-Beit, é o utilizado para a escrita em hebraico, que é uma língua semítica pertencente à família das línguas Afro-Asiáticas, mais falada em Israel. Também é utilizado para escrever o iídiche, língua germânica falada pelos judeus da Europa Oriental e Alemanha. Assim como na escrita árabe, nesse alfabeto, os textos são escritos no sentido anti-horário ou seja, da direita para a esquerda. • א - alef = sem som • ב - bet = b (em algumas palavras como v) • ג - gimel = g • ד - dalet = d • ה - he = h • ו - vav = v/w (em algumas palavras como a vogal o ou u) • ז - zain = z • ח - chet = h aspirado • ט - tet = t • י - iud = y • כ - caf/khaf = k ou kh [como o j espanhol] (depende da palavra) (no final de palavra ך) • ל - lamed = l • מ - mem = m (no fim de uma palavra ם) • נ - nun = n (no fim duma palavra ן) • ס - samekh = s • ע - ain = nasaliza a vogal associada • פ - pei/fei = p ou f (depende da palavra) (no final de palavra ף) • צ - tzadi = tz (no final de palavra ץ) • ק - kof = k • ר - reish = r • ש - shin/sin = x (ch)/s (depende da palavra) • ת - tav = t Nota: o alfabeto hebraico só utiliza consoantes, sendo que as vogais podem ser representadas por sinais diacríticos, chamados niqqud ou sinais massoréticos. A letra "aleph" existe para representar as sílabas em que não há consoantes, como o E da palavra "Elohim" (אלהים) Tabela Alef Beth/Vet Gimel Dalet He Vav Zain Het Teth Yodh Kaf/Khaf א א ב ב ג ג ד ד ה ה ו ו ז ז ח ח ט ט י י כ כ ך ך Lamed Mem Nun Samekh Ain Pe/Fe Tsade Qoph Resh Shin Tav ל ל מ מ נ נ ס ס ע ע פ פ צ צ ק ק ר ר ש ש ת ת ם ם ן ן ף ף ץ ץ O hebraico moderno é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época de Moisés, cerca de 3.300 anos atrás, foi redigida em hebraico clássico. Embora hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, portanto indecifrável, devido à não-existência de vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm-na sempre chamado de לשון הקודש, Lashon haKodesh ("A Língua Sagrada") já que tenha sido escolhida para transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Por volta da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma lingua franca regional, tanto usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmude) como também no comércio. O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos idiomas árabe, o ladino, o iídiche, e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel, do qual é a língua oficial primária (o árabe também tem status de língua oficial). O nome hebraico para a língua é עברית, ivrit.

Pr. Marcelo da Costa
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sábado, 6 de agosto de 2011

Manutenção no Casamento


Felizes Para Sempre
Existe amor depois do casamento? É realisticamente possível conservar a paixão e o entusiasmo num relacionamento com um parceiro por mais que alguns poucos anos? Como existe casais que adquiriram uma reputação para suas famílias amorosas, seguras, calorosas, que durante gerações desfrutaram de uma longevidade invejável?

Um dos maiores desafios do casamento moderno é o tédio da rotina. Não é fácil – o que explica por que tantos homens não conseguem se comprometer.
Não importa o quanto sua lua-de-mel tenha sido fantástica, cedo ou tarde o tédio tende a se instalar. Por fim, inevitavelmente, muitos casais pas
sam a não dar valor a seu cônjuge. Procura então por algo novo ou diferente e não demora muito acabam por se afastar cada vez mais até a relação acabar em divórcio.
Para os outros que ficam juntos suportando-se mutuamente, todos terminam por viver, nas palavras de Thoreau, "vidas de desespero silencioso".
Não deixa de ser uma surpresa saber que muito antes de experts nesta área, nossos sábios instruiam nosso povo a adotar o plano Divino promovendo a qualidade no casamento, impedindo o tédio de destruir um bom casamento.
Hoje temos muitos cristãos casados nos documentos e descasados nos sentimentos. Na época do mês em que a mulher espera seu período menstrual, ela não tem qualquer forma de intimidade física com o marido.
Os terapeutas atuais estão aconselhando casais a "estabelecerem um tempo para o romance". Porém a nossa geração vive uma vida frenética. Com freqüência os dois parceiros têm carreiras exigentes, profissões e compromissos de negócios.
Marido e mulher devem, esperar um pelo outro, antecipando ansiosos o momento do reencontro. Ambos estão sintonizados e ansiosos pelo encontro onde as paixões são reacendidas.
O amor é um ingrediente vital no desejo. Para os seres humanos, a intimidade não é questão de quantidade como no reino animal, mas sim de qualidade. Se há pouca qualidade no relacionamento, se a intimidade não é o clímax de um vínculo emocional, pode haver pouca satisfação, ou apenas momentânea. o sexo não foi criado por Deus apenas para a multiplicação, mas foi criado também para que o marido e a mulher pudessem satisfazer os desejos um do outro e ambos serem felizes. Pv 15.19. Quando Deus criou o ser humano, Deus criou o ser humano com funções sexuais das quais ele pudesse extrair alegria e prazer como consolidação do amor mútuo.
Onde não há esplendor, expectativas, preparação, nenhuma sensação de ser amado, ficamos emocionalmente vazios, ainda desejando o calor e a segurança que ansiamos.

Pr. Marcelo da Costa


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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A Popularidade Através da Aparência


A cultura ocidental continua seu experimento de trocar o amor pelo sexo, felicidade por prazer, compromisso por relacionamentos em série, eliminando a palavra “não” do vocabulário do desejo.

A história era tão triste quanto a manchete. Meninas têm sido persuadidas pelo Big Brother, modelos de glamour e pela hiper-sexualização da vida diária a se vestirem de modo chamativo muito antes de atingirem a maturidade emocional. Elas o fazem para se tornar populares e porque temem a rejeição se não o fizerem.

O resultado, dizem os psicólogos, tem sido um aumento nos sintomas de perturbações emocionais, desordens alimentares e doenças depressivas. Quanto mais as jovens se tornam obcecadas pela sua aparência, menos vão bem nos estudos. Elas criam ambições estranhas – 63 % das meninas disseram que queriam ser supermodelos em vez de médicas ou professoras, e a quarta parte pensava que ser dançarina de boate era uma boa profissão. 

Aqui existe algo profundamente lamentável. Buscar a popularidade através da aparência é enxergar-se como um objeto, em vez de uma pessoa. Foi contra isso que as feministas com razão lutaram em nome da dignidade e valor pessoal. É também parte da morte inexorável da infância e a perda do seu espaço protegido. Como perdemos rapidamente os ganhos pelos quais os reformadores do Século Dezenove lutaram. Naqueles tempos seu alvo era a exploração de crianças como trabalhadores. Hoje as crianças são exploradas como consumidores, uma forma mais leve de escravidão, porém mesmo assim um tipo de servidão.

A ironia é que isso foi feito em nome da liberdade. Porém a liberdade de ser tornou-se a liberdade de comprar, que por sua vez se transformou na tirania da moda. Portanto os anunciantes vencem, a inocência perde, e crianças são oferecidas como sacrifícios para a mais nova forma de idolatria.
 
A libido, o impulso sexual, sempre foi um dos mais poderosos determinantes do comportamento, e é por isso que a maioria das civilizações tentou, com maior ou menor sucesso, canalizá-la para formas construtivas como o casamento. Uma das mais notáveis destas formas tem suas raízes na bíblia. Aquilo que é surpreendente na bíblia é a maneira pela qual ela reconhece candidamente a beleza e a força do desejo físico, como na obra O Cântico dos Cânticos. Porém algo está expresso numa forma de promessa de compromisso mútuo, transformando o desejo em amor, e o amor num vínculo de fidelidade e lealdade. Os heróis e heroínas da bíblia – Abraão e Sara, Elcana e Ana, Rute e Boaz – são pessoas que se tornaram extraordinárias pela sua devoção uma à outra.

Num ousado gesto religioso, os Profetas viram o relacionamento ideal entre Deus e nós em termos de relacionamento entre marido e mulher. “Eu te consagrarei para mim para sempre, eu te consagrarei para mim em integridade e justiça, amor e compaixão, eu te consagrarei para mim em fidelidade e tu conhecerás o Eterno,” diz Deus através do Profeta Oséias.
A civilização é a subjugação da natureza pela cultura. Freud a definiu como a capacidade de adiar a gratificação do instinto. O Judaísmo, de maneira menos puritana, viu-a como a santificação do desejo através de sua sublimação no grande ideal de famílias, lares e comunidades construídas sobre o amor, confiança, parentesco e responsabilidade. Por qualquer um destes padrões, a cultura contemporânea é uma regressão a uma forma de barbárie, branda, porém não menos corrosiva da alma. O resultado, como disse Theodore Dalrymple, é uma sociedade na qual os adolescentes são adultos precocemente, e os adultos são permanentemente adolescentes.

Pr. Marcelo da Costa
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Conheça o Código de Hamurábi Parte 1


Khammu-rabi, rei da Babilônia no 18º século A.C., estendeu grandemente o seu império e governou uma confederação de cidades-estado.. Erigiu, no final do seu reinado, uma enorme "estela" em diorito, na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk. Abaixo mandou escreverem 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código de Hamurábi (embora abrangesse também antigas leis). Muitas das provisões do código referem-se às três classes sociais: a do "awelum" (filho do homem" , ou seja, a classe mais alta, dos homens livres, que era merecedora de maiores compensações por injúrias - retaliações - mas que por outro lado arcava com as multas mais pesadas por ofensas); no estágio imediatamente inferior, a classe do "mushkenum", cidadão livre mas de menor ststus e obrigações mais leves; por último, a classe do "wardum", escravo marcado que no entanto, podia ter propriedade. O código referia-se também ao comércio (no qual o caixeiro viajante ocupava lugar importante), à família (inclusive o divórcio, o pátrio poder, a adoção, o adultério, o incesto), ao trabalho (precursor do salário mínimo, das categorias profissionais, das leis trabalhistas), à propriedade.

Quanto às leis criminais, vigorava a "lex talionis" : a pena de morte era largamente aplicada, seja na fogueira, na forca, seja por afogamento ou empalação. A mutilação era infligida de acordo com a natureza da ofensa.
A noção de "uma vida por uma vida" atingia aos filhos dos causadores de danos aos filhos dos ofendidos. As penalidades infligidas sob o Código de Hamurabi, ficavam entre os brutais excessos das punições corporais das leis mesopotâmica Assírias e das mais suaves, dos hititas. A codificação propunha-se a implantação da justiça na terra, a destruição do mal, a prevenção da opressão do fraco pelo forte, a propiciar o bem estar do povo e iluminar o mundo. Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela judéia e pela Grécia.
PRÓLOGO _ "Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra d dos Céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de toda humanidade a Marduk... quando foi pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra - por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte... para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu, eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Durilu; o que deu vida à cidade de Uruk; o que supriu água com abundância aos seus habitantes;... o que tornou bela a cidade de Borsippa;... o que enceleirou grãos para a poderosa Urash;... o que ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anunit".

I - SORTILÉGIOS, JUÍZO DE DEUS, FALSO TESTEMUNHO, PREVARICAÇÃO DE JUÍZES
1º - Se alguém acusa um outro, lhe imputa um sortilégio, mas não pode dar a prova disso, aquele que acusou, deverá ser morto.
2º - Se alguém avança uma imputação de sortilégio contra um outro e não a pode provar e aquele contra o qual a imputação de sortilégio foi feita, vai ao rio, salta no rio, se o rio o traga, aquele que acusou deverá receber em posse à sua casa. Mas, se o rio o demonstra inocente e ele fica ileso, aquele que avançou a imputação deverá ser morto, aquele que saltou no rio deverá receber em posse a casa do seu acusador.
3º - Se alguém em um processo se apresenta como testemunha de acusação e, não prova o que disse, se o processo importa perda de vida, ele deverá ser morto.
4º - Se alguém se apresenta como testemunha por grão e dinheiro, deverá suportar a pena cominada no processo.
5º - Se um juiz dirige um processo e profere uma decisão e redige por escrito a sentença, se mais tarde o seu processo se demonstra errado e aquele juiz, no processo que dirigiu, é convencido de ser causa do erro, ele deverá então pagar doze vezes a pena que era estabelecida naquele processo, e se deverá publicamente expulsá-lo de sua cadeira de juiz. Nem deverá ele voltar a funcionar de novo como juiz em um processo.

II - CRIMES DE FURTO E DE ROUBO, REIVINDICAÇÃO DE MÓVEIS
6º - Se alguém furta bens do Deus ou da Corte deverá ser morto; e mais quem recebeu dele a coisa furtada também deverá ser morto.
7º - Se alguém, sem testemunhas ou contrato, compra ou recebe em depósito ouro ou prata ou um escravo ou uma escrava, ou um boi ou uma ovelha, ou um asno, ou outra coisa de um filho alheio ou de um escravo, é considerado como um ladrão e morto.
8º - Se alguém rouba um boi ou uma ovelha ou um asno ou um porco ou um barco, se a coisa pertence ao Deus ou a Corte, ele deverá dar trinta vezes tanto; se pertence a um liberto, deverá dar dez vezes tanto; se o ladrão não tem nada para dar, deverá ser morto.
9º - Se alguém, a quem foi perdido um objeto, o acha com um outro, se aquele com o qual o objeto perdido é achado, diz: - "um vendedor mo vendeu diante de testemunhas, eu o paguei" - e o proprietário do objeto perdido diz: "eu trarei testemunhas que conhecem a minha coisa perdida" - o comprador deverá trazer o vendedor que lhe transferiu o objeto com as testemunhas perante às quais o comprou e o proprietário do objeto perdido deverá trazer testemunhas que conhecem o objeto perdido. O juiz deverá examinar os seus depoimentos, as testemunhas perante as quais o preço foi pago e aquelas que conhecem o objeto perdido devem atestar diante de Deus reconhecê-lo. O vendedor é então um ladrão e morrerá; o proprietário do objeto perdido o recobrará, o comprador recebe da casa do vendedor o dinheiro que pagou.
10º - Se o comprador não apresenta o vendedor e as testemunhas perante as quais ele comprou, mas, o proprietário do objeto perdido apresenta um testemunho que reconhece o objeto, então o comprador é o ladrão e morrerá. O proprietário retoma o objeto perdido.
11º - Se o proprietário do objeto perdido não apresenta um testemunho que o reconheça, ele é um malvado e caluniou; ele morrerá.
12º - Se o vendedor é morto, o comprador deverá receber da casa do vendedor o quíntuplo.
13º - Se as testemunhas do vendedor não estão presentes, o juiz deverá fixar-lhes um termo de seis meses; se, em seis meses, as suas testemunhas não comparecerem, ele é um malvado e suporta a pena desse processo.
14º - Se alguém rouba o filho impúbere de outro, ele é morto.
15º - Se alguém furta pela porta da cidade um escravo ou uma escrava da Corte ou um escravo ou escrava de um liberto, deverá ser morto.
16º - Se alguém acolhe na sua casa, um escravo ou escrava fugidos da Corte ou de um liberto e depois da proclamação pública do mordomo, não o apresenta, o dono da casa deverá ser morto.
17º - Se alguém apreende em campo aberto um escravo ou uma escrava fugidos e os reconduz ao dono, o dono do escravo deverá dar-lhe dois siclos.
18º - Se esse escravo não nomeia seu senhor, deverá ser levado a palácio; feitas todas as indagações, deverá ser reconduzido ao seu senhor.
19º - Se ele retém esse escravo em sua casa e em seguida se descobre o escravo com ele, deverá ser morto.
20º - Se o escravo foge àquele que o apreendeu, este deve jurar em nome de Deus ao dono do escravo e ir livre.
21º - Se alguém faz um buraco em uma casa, deverá diante daquele buraco ser morto e sepultado.
22º - Se alguém comete roubo e é preso, ele é morto.
23º - Se o salteador não é preso, o roubado deverá diante de Deus reclamar tudo que lhe foi roubado; então a aldeia e o governador, em cuja terra e circunscrição o roubo teve lugar, devem indenizar-lhe os bens roubados por quanto foi perdido.
24º - Se eram pessoas, a aldeia e o governador deverão pagar uma mina aos parentes.
25º - Se na casa de alguém aparecer um incêndio e aquele que vem apagar, lança os olhos sobre a propriedade do dono da casa, e toma a propriedade do dono da casa, ele deverá ser lançado no mesmo fogo.
III - DIREITOS E DEVERES DOS OFICIAIS, DOS GREGÁRIOS E DOS VASSALOS EM GERAL, ORGANIZAÇÃO DO BENEFÍCIO
26º - Se um oficial ou um gregário que foi chamado às armas para ir no serviço do rei, não vai e assolda um mercenário e o seu substituto parte, o oficial ou o gregário deverá ser morto, aquele que o tiver substituído deverá tomar posse da sua casa.
27º - Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, e em seguida o seu campo e o seu horto foram dados a um outro e este deles se apossa, se volta a alcançar a sua aldeia, se lhe deverá restituir o campo e o horto e ele deverá retomá-los.
28º - Se um oficial ou um gregário foi feito prisioneiro na derrota do rei, se depois o seu filho pode ser investido disso, se lhe deverá dar o campo e horto e ele deverá assumir o benefício de seu pai.
29º - Se o filho é ainda criança e não pode ser dele investido, um terço do campo e do horto deverá ser dado à progenitora e esta deverá sustentá-lo.
30º - Se um oficial um ou gregário descura e abandona seu campo, o horto e a casa em vez de gozá-los, e um outro toma posse do seu campo, do horto e da casa; se ele volta e pretende seu campo, horto e casa, não lhe deverão ser dados, aquele que deles tomou posse e os gozou, deverá continuar a gozá-los.
31º - Se ele abandona por um ano e volta, o campo, o horto e a casa lhe deverão ser restituídos e ele deverá assumi-los de novo.
32º - Se um negociante resgata um oficial, ou um soldado que foi feito prisioneiro no serviço do rei, e o conduz à sua aldeia, se na sua casa há com que resgatá-lo, ele deverá resgatar-se; se na sua casa não há com que resgatá-lo, ele deverá ser libertado pelo templo de sua aldeia; se no templo de sua aldeia não há com que resgatá-lo, deverá resgatá-lo a Corte. O seu campo, horto e casa não deverão ser dados pelo seu resgate.
33º - Se um oficial superior foge ao serviço e coloca um mercenário em seu lugar no serviço do rei e ele parte, aquele oficial deverá ser morto.
34º - Se um oficial superior furta a propriedade de um oficial inferior, prejudica o oficial, dá o oficial a trabalhar por soldada, entrega o oficial em um processo a um poderoso, furta o presente que o rei deu ao oficial, aquele deverá ser morto.
35º - Se alguém compra ao oficial bois ou ovelhas, que o rei deu a este, perde o seu dinheiro.
36º - O campo, o horto e a casa de um oficial, gregário ou vassalo não podem ser vendidos.
37º - Se alguém compra o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário, de um vassalo, a sua tábua do contrato de venda é quebrada e ele perde o seu dinheiro; o campo, o horto e a casa voltam ao dono.
38º - Um oficial, gregário, ou vassalo não podem obrigar por escrito nem dar em pagamento de obrigação à própria mulher ou à filha o campo, o horto e a casa do seu benefício.
39º - O campo, o horto e a casa, que eles compraram e possuem (como sua propriedade) podem ser obrigados por escrito e dadas em pagamento de obrigação à própria mulher e à filha.
40º - Eles podem vender a um negociante ou outro funcionário do Estado, seu campo, horto e casa. O comprador recebe em gozo e campo, o horto e a casa que comprou.
41º - Se alguém cercou de sebes o campo, o horto e a casa de um oficial, de um gregário ou de um vassalo e forneceu as estacas necessárias, se o oficial, o gregário ou o vassalo voltam ao campo, horto ou casa, deverão ter como sua propriedade as estacas que lhes foram dadas.

IV - LOCAÇÕES E REGIME GERAL DOS FUNDOS RÚSTICOS, MÚTUO, LOCAÇÃO DE CASAS, DAÇÃO EM PAGAMENTO
42º - Se alguém tomou um campo para cultivar e no campo não fez crescer trigo, ele deverá ser convencido que fez trabalhos no campo e deverá fornecer ao proprietário do campo quanto trigo exista no do vizinho.
43º - Se ele não cultiva o campo e o deixa em abandono, deverá dar ao proprietário do campo quanto trigo haja no campo vizinho e deverá cavar e destorroar o campo, que ele deixou ficar inculto e restituí-lo ao proprietário.
44º - Se alguém se obriga a por em cultura, dentro de três anos, um campo que jaz inculto, mas é preguiçoso e não cultiva o campo, deverá no quarto ano cavar, destorroar e cultivar o campo inculto e restituí-lo ao proprietário e por cada dez gan pagar dez gur de trigo.
45º - Se alguém dá seu campo a cultivar mediante uma renda e recebe a renda do seu campo, mas sobrevem uma tempestade e destrói a safra, o dano recai sobre o cultivador.
46º - Se ele não recebe a renda do seu campo, mas o dá pela terça ou quarta parte, o trigo que está no campo deverá ser dividido segundo as partes entre o cultivador e o proprietário.
47º - Se o cultivador, porque no primeiro ano não plantou a sua estância, deu a cultivar o campo, o proprietário não deverá culpá-lo; o seu campo foi cultivado e, pela colheita, ele receberá o trigo segundo o seu contrato.
48º - Se alguém tem um débito a juros, e uma tempestade devasta o seu campo ou destrói a colheita, ou por falta d'água não cresce o trigo no campo, ele não deverá nesse ano dar trigo ao credor, deverá modificar sua tábua de contrato e não pagar juros por esse ano.
49º - Se alguém toma dinheiro a um negociante e lhe concede um terreno cultivável de trigo ou de sésamo, incumbindo-o de cultivar o campo, colher o trigo ou o sésamo que aí crescerem e tomá-los para si, se em seguida o cultivador semeia no campo trigo ou sésamo, por ocasião da colheita o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e dar ao negociante trigo pelo dinheiro que do negociante recebeu, pelos juros e moradia do cultivador.
50º - Se ele dá um campo cultivável (de trigo) ou um campo cultivável de sésamo, o proprietário do campo deverá receber o trigo ou o sésamo que estão no campo e restituir ao negociante o dinheiro com os juros.
51º - Se não tem dinheiro para entregar, deverá dar ao negociante trigo ou sésamo pela importância do dinheiro, que recebeu do negociante e os juros conforme a taxa real.
52º - Se o cultivador não semeou no campo trigo ou sésamo, o seu contrato não fica invalidado.
53º - Se alguém é preguiçoso no ter em boa ordem o próprio dique e não o tem em conseqüência se produz uma fenda no mesmo dique e os campos da aldeia são inundados d'água, aquele, em cujo dique se produziu a fenda, deverá ressarcir o trigo que ele fez perder.
54º - Se ele não pode ressarcir o trigo, deverá ser vendido por dinheiro juntamente com os seus bens e os agricultores de quem o trigo foi destruído, dividirão entre si.
55º - Se alguém abre o seu reservatório d'água para irrigar, mas é negligente e a água inunda o campo de seu vizinho, ele deverá restituir o trigo conforme o produzido pelo vizinho.
56º - Se alguém deixa passar a água e a água inunda as culturas do vizinho, ele deverá pagar-lhe por cada dez gan dez gur de trigo.
57º - Se um pastor não pede licença ao proprietário do campo para fazer pastar a erva às ovelhas e sem o consentimento dele faz pastarem as ovelhas no campo, o proprietário deverá ceifar os seus campos e o pastor que sem licença do proprietário fez pastarem as ovelhas no campo, deverá pagar por junto ao proprietário vinte gur de trigo por cada dez gan.
58º - Se depois que as ovelhas tiverem deixado o campo da aldeia e ocupado o recinto geral à porta da cidade, um pastor deixa ainda as ovelhas no campo e as faz pastarem no campo, este pastor deverá conservar o campo em que faz pastar e por ocasião da colheita deverá responder ao proprietário do campo, por cada dez gan sessenta gur.
59º - Se alguém, sem ciência do proprietário do horto, corta lenha no horto alheio, deverá pagar uma meia mina.
60º - Se alguém entrega a um hortelão um campo para plantá-lo em horto e este o planta e o cultiva por quatro anos, no quinto, proprietário e hortelão deverão dividir entre si e o proprietário do horto tomará a sua parte.
61º - Se o hortelão não leva a termo a plantação do campo e deixa uma parte inculta, dever-se-á consignar esta no seu quinhão.
62º - Se ele não reduz a horto o campo que lhe foi confiado, se é campo de espigas, o hortelão deverá pagar ao proprietário o produto do campo pelos anos em que ele fica inculto na medida da herdade do vizinho, plantar o campo cultivável e restituí-lo ao proprietário.
63º - Se ele transforma uma terra inculta num campo cultivado e o restitui ao proprietário, ele deverá pagar em cada ano dez gur de trigo por cada dez gan.
64º - Se alguém dá o horto a lavrar a um hortelão pelo tempo que tem em aluguel o horto, deverá dar ao proprietário duas partes do produto do horto e conservar para si a terça parte.
65º - Se o hortelão não lavra o horto e o produto diminui, o hortelão deverá calcular o produto pela parte do fundo vizinho.

Pr. Marcelo da Costa

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Integridade de Deus em Meio as Tragédias

Muitos dizem que os desastres naturais e sociais que têm acontecido no mundo são obra de um Deus irado com o mundo pecador. Dizem que todas essas catástrofes teriam por trás a mão de Deus: o massacre em Ruanda, o tsunami na Indonésia, a enchente em Nova Orleans, o terremoto no Haiti. Essa é a visão que muitos cristãos têm de Deus, mas seria essa a imagem exata da pessoa divina? Um Deus controlador?  Um Deus irado, pronto para castigar? Um Deus incapaz de poupar? Porem, tudo isso não faz sentido. Não faz sentido associar o holocausto com Deus. Não faz sentido um Deus que ama os pobres e se compadece pelos oprimidos provocar tais tragédias, pois exatamente os pobres e oprimidos são as maiores vítimas das tragédias.
Não é correto fazermos o mal e depois colocarmos suas consequências na conta de Deus, dizendo que o governo é d’Ele, quando nós é que temos administrado a vida e os recursos naturais. Como pode conseguir entender Deus orquestrando essas tragédias, fazendo vítimas e empobrecendo a muitos?
Precisamos ver Deus da forma correta e não como um Deus irado jogando pragas e raios na humanidade. Precisamos vê-lO como um Deus que gentilmente torna-se um ser humano e até morre na cruz por amor a nós. Sua morte revelou o quanto Deus, de fato, tem um propósito firme para a humanidade. O que faz Deus ser glorioso não é o poder que Ele tem para destruir. Está na capacidade de transformar, construir e de amar incondicionalmente.
Nós precisamos aprendamos deixar de colocar a responsabilidade nos outros e fazer nossa parte em amor.
Há alguns problemas que se formam quando pensamos que Deus é um Deus controlador, irado, incapaz de poupar. Primeiramente, não percebemos que se dissermos que tudo o que acontece com o mundo é da responsabilidade de Deus nós O associamos não apenas com o bem, mas também com o mal.
Por exemplo, se Deus é o responsável por tudo, então teria sido de sua responsabilidade o horror nazista, que massacrou mais de seis milhões de judeus durante a segunda guerra mundial. Teria sido Deus o responsável pela tragédia de Chernobyl, um acidente nuclear em que milhares de pessoas sofreram na União Soviética. Se Deus fosse o responsável pelo mal o que acontece, nós O faremos responsável pelo massacre em Ruanda, onde em dias de profunda insanidade duas tribos rivais fizeram quase meio milhão de vítimas. Cada uma das mulheres que sobreviveram ao genocídio foi violentada. Muitas das 5.000 crianças nascidas dos estupros foram assassinadas. Não faz sentido associar isso com Deus.
Você já pensou sobre quais são as maiores vítimas dos desastres naturais? São os pobres. Em geral, os rios não enchem os bairros nobres das grandes cidades, porque ficam em lugares altos e privilegiados. A maioria dos terremotos não derruba os edifícios construídos com tecnologia de ponta das grandes cidades que têm amortecedores em sua base Se a terremoto de Haiti houvesse atingido o Japão, as conseqüências teriam sido menores. Este é porque Japão é um país construído com alta tecnologia de engenharia civil e têm uma infra-estrutura capaz de socorrer sua população diante de tragédias.
Se for Deus quem orquestra as tragédias, por que só puniria as populações pobres, poupando os ricos? A Bíblia não mostra que Deus não apenas se compadece dos pobres como também nos instrui a cuidar dos que nada tem?
Pensando assim de Deus não faz sentido. Não faz sentido associar o holocausto com Deus. Não faz sentido um Deus que ama os pobres e se compadece pelos oprimidos, provocar tais tragédias, pois exatamente os pobres e oprimidos são as maiores vítimas.
Como é sua imagem de Deus. Por que o mal e as tragédias acontecem? Acontecem por causa da natureza, das contingências da vida e da liberdade humana.
Deus não criou um mundo mal e nem a maldade. Por outro lado, Deus não criou um mundo de marionetes. Criou seres capazes de escolher e modificar tudo em seu derredor. Éramos nós que temos escolhido modificar o mundo de forma egoísta, causando sérios danos ao nosso planeta.
Deus nos presenteou com a liberdade e nos tem ensinado o caminho do bem.
PorÉm, temos causado muitos males ao próximo em razão dessa mesma ganância, criando um sistema injusto de distribuição de riquezas, gerando desigualdade e opressão.
A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) das Nações Unidas diz que o problema da fome não será resolvido em menos de 30 anos. Até lá, as estatísticas são as piores possíveis. Vinte e cinco mil pessoas morrendo de fome a cada dia. Seis milhões de crianças até cinco anos de idade morrendo a cada ano de fome e diarréias. Tudo isso porque faltam US$ 24 bilhões anuais para tocar os programas capazes de mudar o quadro.
Segundo a ONU, não se trata exatamente de falta de alimentos. No ano passado, a produção mundial de cereais chegou a 1,83 bilhões de toneladas, o que equivale a uns 300 quilos por habitante por ano ou quase um quilo por dia para cada um dos 6,1 bilhões de habitantes do planeta.
O problema está na repartição. Em 1960, os 20% mais ricos da humanidade tinham renda 30 vezes maior que os 20% mais pobres. Em 1995, tinham 82 vezes mais. Oitenta e seis porcentagens dos produtos do mundo são consumidas por apenas 20% da população mundial e esta se encontra em quase toda nos países desenvolvidos.
Assim, o mal deste mundo é de nossa responsabilidade e não de Deus.
Não é correto fazermos o mal e depois colocarmos suas conseqüências na conta de Deus, dizendo que o governo é d’Ele quando nós é que temos administrado a vida e os recursos naturais. Como pode conseguir entender Deus orquestrando essas tragédias, fazendo vítimas e empobrecendo a muitos?
Quando somos capazes de imaginar Deus causando tamanho sofrimento às pessoas é sinal de que precisamos reaprender quem é Ele. A melhor maneira de conhecer quem é Deus é entender que Jesus é a verdadeira face de Deus.
Se quisermos entender quem é Deus, precisamos olhar para Jesus, porque Ele é a imagem exata de Deus. A Bíblia afirma: “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” Hb 1.3
O que este versículo nos diz é que tudo o que Deus é foi expresso através de Cristo.
“O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” Hb 1.3
Por mais duas vezes o Novo Testamento reforça esta verdade. Cl 1.15 diz que Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Em 2 Co 4.4 está escrito que o evangelho é a luz da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Em suas próprias palavras, Jesus afirma esta verdade: “Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto.” Jo 14.7 “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?” João 14.9 Finalmente, a Bíblia fecha esta questão ao afirmar categoricamente que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo: “Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.” Cl 1.19-20 Precisamos ver Deus da forma correta. Não um Deus irado jogando pragas e raios na humanidade, mas um Deus que gentilmente torna-se um ser humano e até morre na cruz por amor a nós.
A mais radical expressão de quem Deus é está na cruz de Cristo. Sua morte revelou a verdadeira face de Deus, um ser compassivo justo e amoroso. Sua morte revelou o quanto Deus de fato tem um propósito firme para a humanidade.
A morte de Jesus foi uma oposição. Recebendo a morte, Ele estabeleceu a vida. Recebendo a culpa, Ele aniquilou a condenação. Recebendo o ódio, Ele estabeleceu o amor. Recebendo o mal dos seres humanos, Ele venceu o mal.
A morte de Jesus na cruz foi uma perfeita demonstração de quem Deus é. Deus é soberano, mas sua glória não está na capacidade de destruir tudo, pois isso qualquer déspota faz. A bomba de Hiroshima teve o calor de 10 mil sóis. Apenas um botão apertado e mais de 100.000 pessoas morreram. Hoje, as bombas existentes fazem com que a de Hiroshima pareça brincadeira de criança. Basta um botão ser pressionado e países inteiros são destruídos.
“Deus [abençoou os homens], e lhes disse: ‘Seja férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’.” Gn 1.28,29 Assim, o que faz Deus ser glorioso não é o poder que Ele tem para destruir. Está na capacidade de transformar, construir e de amar incondicionalmente. Está na capacidade de amar incondicionalmente e de promover o bem para todos os seres humanos.
Precisamos parar de responsabilizar Deus por nossos problemas e por nossas más ações. Isso causará um terrível dano à nossa fé. Responsabilizar Deus é uma terrível maneira de tirarmos de nós a responsabilidade para com mundo.
O desafio da fome é nosso e não de Deus. Fomos nós que provocamos a fome.
A inflação é uma falha de nosso sistema econômico. A exploração da mão de obra do pobre é uma falha de nosso caráter. O desafio ambiental é nosso e não de Deus. Nós é que entupimos os bueiros com lixo e sofremos as enchentes. Nós é que matamos os rios e sofremos com a falta de pescado. Nós é que jogamos gás metano na atmosfera e sofremos com o ar tóxico e a baixa qualidade de vida. Dizer que “é da vontade de Deus” é uma maneira cômoda de isentar-se de qualquer responsabilidade e desafio.
Deus não poderia estar associado às tragédias sociais e naturais. Seu coração é outro. Na Bíblia, Ele diz que devemos cuidar bem da terra  Gn2.15. Deus afirma não se agrada da morte dos que não O conhecem Ez 33.11. Como um Deus assim poderia planejar tragédias? Deus quer justiça social e não um mundo de exploração e opressão, conforme nos afirma em Is 58.
A pergunta que precisa ser feita diante das tragédias não é de quem foi a culpa, mas qual é a minha responsabilidade agora e daqui por diante?
O que fazer a partir dos desastres e tragédias? A resposta a esta pergunta é a essência do Cristianismo. É a proposta de Deus em Cristo de amar o próximo até às últimas conseqüências. Jesus disse: “Amem-se uns aos outros como eu os amei.” Jo 14.12 Como Ele nos amou? Sendo Deus, desceu ao nível de nossas limitações. Foi até as últimas conseqüências para resgatar nossas vidas. Precisamos parar de olhar para nosso umbigo, lamber nossas feridas em nossas orações e acordar para um mundo que está desmoronando entre tragédias naturais, ambientais e sociais. Isso é o reino de Deus: gente de carne e osso fazendo o conselho de Deus. Qual é o conselho de Deus?  Vamos deixar que Ele fale por si mesmo: “...façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam...” Mt 7.12 Você pode ajudar a transformar o mundo. Essa é a missão do Cristianismo nesta terra. Porém, para isso acontecer, precisamos deixar de colocar a responsabilidade nos outros e fazer nossa parte em amor. Junte-se a Deus no bem que Ele deseja expressar através de sua vida.
“Assim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a
sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.” Is 58.8


Pr. Marcelo da Costa
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