segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que significa a Páscoa?


Tema: O que significa a Páscoa?
Texto: Ex 12. 1-14
Introdução:  A verdadeira Páscoa é uma festa anual que comemora a saída do povo de Israel do Egito. Na noite anterior a sua libertação o anjo da morte iria passar a meia-noite para matar todos os primogénitos egípcios, incluindo os animais, como décima e última praga de Deus sobre o Egipto. Para salvar os filhos de Israel, Deus ordenou que cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer.

I- Parte do sangue deveria aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de casa.

1- E quando o anjo da morte passasse e visse o sangue na porta passaria por cima daquela casa. Daí a palavra “Páscoa”, do hebreu significa “pular além da marca”, “passar por cima” ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os judeus foram poupados da morte naquele dia. Deus ordenou o sinal do sangue na porta da csa do Seu povo preparando-o para o advento do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, que séculos mais tarde viria a Se sacrificar para tirar o pecado do mundo. Jo 1.29.

2- Naquela noite específica, os Israelitas deviam estar vestidos e preparados para viajar Ex 12.11. Teriam de assar o Cordeiro e não fervê-lo, e comê-lo com ervas amargas e pão sem fermento Ex 12.1-14. Mas o mundo transformou a festa de liberdade de um povo numa festa pagã, envolvendo coelhos e chocolates.

II- Qual o sentido da Páscoa judaica para os cristãos?

1- Para a Igreja Cristã, a Páscoa reúne importantíssimos simbolismos proféticos para falar do Senhor Jesus Cristo. O novo testamento ensina que as festas judaicas são “sombras das coisas futuras” Cl 2.16-17 ; Hb 10.1, ou seja, apontam a redenção pelo sangue do Senhor Jesus. Senão, vejamos:
O âmago da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Ele libertou Seu povo do Egipto, não porque era merecedor, mas porque o amava e porque era fiel a Sua Aliança com seus pais Dt 7.7-10. Por semelhante modo, a salvação que recebemos do Senhor Jesus nos vem através da graça de Deus Ef 2.8-10 ; Tt 3.4-5.

2- O propósito do sangue aplicado na porta era para livrar da morte o primogénito de cada família. Esse facto prenuncia o derramamento do sangue do Senhor Jesus, o Primogénito de Deus, a fim de nos salvar da morte eterna e da ira de Deus contra o pecado Ex 12.13,23,27 ; Hb 9.22. Quer dizer: a salvação dos primogénitos dos homens pelo Primogénito de Deus.

III- O cordeiro pascal era um sacrifício que serviu de substituto do primogénito de cada família.

1- Isto prenuncia a morte do Senhor em substituição a morte dos que O aceitam. Por isso o apóstolo Paulo diz claramente que o Senhor Jesus é o nosso Cordeiro Pascal I Co 5.7.

O cordeiro macho a ser sacrificado tinha de ser perfeito Ex 12.5), e é figura da condição de Jesus sem ser pecado Jo 8.46 ; Hb 4.15.
Alimentar-se do cordeiro identificava os filhos de Israel com o sacrifício do cordeiro, o qual os salvou da morte física. Assim, como no caso da Páscoa, só a morte de alguém sem pecado, ou seja, perfeito, serviria como sacrifício eficaz para a salvação da alma. Ao participarmos da Sua carne na Santa Ceia, o fazemos em memória d’Aquele que não tinha pecado, não tinha culpa I Cor 11.24. Mesmo assim, o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos  Is 53.6.

2- A aspersão do sangue nas vergas das portas foi feita na base da fé obediente Ex 12.28 ; Hb 11.28). Essa obediência pela fé resultou então em redenção mediante o sangue Ex 12.7-13. Da mesma forma, a salvação mediante o sangue do Senhor Jesus se obtém somente através da “obediência da fé” Rm 1.5; 16.26.


CONCLUSÃO: Nós também celebramos a Páscoa do seu povo no terceiro domingo de Agosto, logo após a campanha de fé do monte Sinai. Assim, como o povo de Israel foi liberto naquela noite, também o povo de Deus um dia foi livre dos egípcios espirituais, ou seja, dos espíritos destruidores pelo poder do Espírito do Senhor Jesus Cristo.

Pr. Marcelo da Costa
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Amsterdã 2012

Até mesmo cálculos e planos  mais precisos foram levados pela tempestade, através dos canais.

Quem viu, viu. A mais livre cidade do Ocidente foi também o maior primor de engenharia civil desde os aquedutos de Augusto, o grande imperador romano. Comportas e diques sempre em manutenção ordenada, homens de macacão diuturnamente dedicados ao bem comum, exímios no manejo bem temperado da arte de domar a natureza. Primor de engenharia civil.., ou seria náutica?
      Quem não viu não verá jamais. A grande cidade livre do poente, obra de arte da engenharia social e do direito universal, terra e mar do lema ancestral: não me atrapalhes que não te atrapalho. A moeda cara e simples, a liberdade séria do bom mercado. Aqui se compra, aqui se paga. Melhor que Roma. A civilização do negócio generalizado, do Estado sem culpa e com multa, dos coffee shops e sex shops, encruzilhada de sábios e tolos de todas as nações, terra das prostitutas sindicalizadas, das vitrines glamorizadas, dos arquitetos loucos, dos traficantes de tudo, da polícia sempre gentil e coberta de razão. Terra das pontes suspensas, das hastes retráteis, das casas verticais, das roldanas e, sobretudo, dos canais. Creat and positive vibes...
Quem viu não esquecerá jamais. Que coisa linda aquela urbe vermelha e labiríntica como as camadas de uma cebola psicodélica. Uma joia pós-viking sob o céu azul das primaveras mais floridas, dos verdes parques com enxames de bicicletas, do povo rosado e feliz. Cores e sombras e céu gris. Cidade que fermentou do bom e do melhor: Bosch, Brueghel, Rembrandt, Vermeer, Mondrian, Escher, Marley, Ganesh, Shiva e Buda. Cidade da dominatrixsudanesa, massagista tailandesa, dançarina congolesa e escritora javanesa, dos capoeiras abusados e góticos aloprados e bears e punks e nerds e junkies e da orelha de Van Cogh e de tudo que é demasiadamente humano.
      A internet, a televisão e o rádio avisaram com antecedência da tempestade. Improvável zona de baixíssima pressão no mar do Norte. Por três dias as comportas mantiveram o nível estável, a despeito do empuxo do mar. E então, derepente, a cidade começou a soçobrar. Lenta mas inexoravelmente... A perda de controle do nível da água durou um dia comprido e uma noite triste. Mas eram tantos barcos, barquinhos e botes que ninguém ficou realmente preocupado. Nem mesmo os turistas, pois até para o impossível os incríveis holandeses haviam se preparado de forma prática, lógica e pontual. Na hora do pânico não havia pânico, pois funcionavam sistemas de circulação de água fresca, alimentos, fármacos, roupas e informações precisas em folhetos trilíngues. O plano foi seguido com a ciência da eficiência. Os cálculos foram feitos fazia décadas. Havia telhados e barcos para todos.
      Mas a primeira tempestade global do terceiro milênio durou várias semanas de horror. Ninguém imaginou tão longe, ninguém supôs o inimaginável. Ao raiardo sol, findas as últimas águas, a Inglaterra dera lugar a um destroçado arquipélago em choque. Sorte dos ingleses. Dos habitantes de Amsterdã e seus gloriosos canais restam apenas nossas sinceras saudades.

                                                                  Por Pr. Marcelo da Costa.
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Fotos de Algumas Ministrações














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