quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dez Dicas Para Salvaguardar Seu Casamento


Muitas vezes um casamento vai bem, e acaba abalado por causa de um relacionamento inesperado com uma terceira pessoa. Começa de maneira inocente e agradável, torna-se cada vez mais envolvente. Por fim, traz complicações e desgraças para muita gente. Não foi um acidente ou “um grande amor que surgiu”. Foi um relacionamento do qual o casamento deveria ter sido protegido. Não seja ingênuo, pensando que isto só acontece com os outros. Muita gente boa já caiu exatamente por ser ingênua assim. Lembre-se de 1Co 10.12. (Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.) Por isso, proteja seu casamento... Eis algumas dicas.

1- TENHA BOM SENSO COM SUAS COMPANHIAS - Evite gastar tempo desnecessário com alguém do sexo oposto. Muitos casos surgem por não se agir assim. Um executivo precisa de aulas particulares de inglês, e contrata uma jovem professora. Contrate um homem. Não significa que cada contato com alguém do sexo oposto seja porta para adultério. Significa evitar oportunidades para cair. Companhia contínua cria intimidade. Intimidade com o sexo oposto traz problemas.

2- TOME CUIDADO COM CONFIDÊNCIAS - A pessoa mais íntima de alguém deve ser seu cônjuge. Segundo a Bíblia, são “uma só carne”, isto, é uma só pessoa. Se há aspectos de seu relacionamento que você não pode compartilhar com esposa (a) e compartilha com alguém do sexo oposto, a coisa está ruim. As pessoas tendem a se solidarizar com quem sofre, e a proximidade emocional se torna perigosa. Um homem que se queixa de sua esposa para outra mulher está traçando um caminho perigoso. Isto vale para quem faz e para quem ouve confidências.

3- EVITE MOMENTOS A SÓS  - Decida não ter momentos privados com alguém do sexo oposto. Se um(a)colega de trabalho pedir para ter um almoço com você, convide uma terceira pessoa. Se necessário, não se constranja em compartilhar os limites que você e seu cônjuge concordaram ter no seu casamento. É melhor ser visto como rude que vir a cair em pecado.

4- VIGIE SEUS PENSAMENTOS  - Cuidado com o que pensa. Se você só se detém nos defeitos de seu cônjuge, qualquer outro homem ou mulher parecerá melhor. Faça uma lista das coisas que inicialmente lhe atraíram em seu cônjuge. Aumente o positivo e diminua o negativo. Evite filmes, conversas, sites e literatura que apologizam o adultério. Lembre de Cl 3.2.(Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra)

5- EVITE COMPARAÇÕES - Um homem trabalha com uma mulher perfumada, maquiada, bem vestida. Em casa encontra a esposa, com criança no colo, cabelo desfeito, banho por tomar. Uma mulher encontra um homem compreensivo com quem pode se abrir, e se sente mais à vontade com ele que com o esposo. Ignoraram situações e contextos diferentes. Foram iludidos pelo  irreal. Lembre do pródigo: o mundo lhe era fascinante, mas terminou num chiqueiro. As aparências iludem, porque o mundo em que vivemos em casa é o real. O mundo de relacionamentos fora de casa é sempre artificial.

6- EVITE A SÍNDROME DO RETORNO - É a idéia de que a vida sentimental e sexual caiu na rotina, e agora, a pessoa “renasceu”. Já vi inúmeros casos assim: “Eu renasci”, ou “Eu me senti jovem, de novo”. Não banque o adolescente. Você é um adulto com responsabilidades e com uma pessoa com quem partilha a vida. Construa sua vida com seu cônjuge. Se sua vida conjugal se “fossilizou”, há outros caminhos. Revigore-a com seu cônjuge. Há pessoas que sempre se fossilizam e pulam de relacionamento em relacionamento, procurando o que não produzem. Temos o que produzimos.

7- PONHA SEU CORAÇÃO NO SEU LAR - A solidez do casamento vem pelo tempo que os cônjuges gastam juntos. Conversas, risos, passeios, programas comuns. Se você não sai com seu cônjuge, marque datas para os próximos meses. Vocês devem ter um ao outro como o melhor companheiro. Mantenham o clima de namoro: querer estar junto com a pessoa.Orem juntos. Dificilmente duas pessoas que oram juntas brigarão entre si. Sejam parceiros espirituais. 

8- INVISTA EM SEU CÔNJUGE - O marido da mulher virtuosa é conhecido quando se levanta em público (Pv 31.23 - Seu marido é conhecido nas portas, e assenta-se entre os anciãos da terra). A idéia é que ele está bem vestido e se vê o caráter dela pela roupa dele. Uma boa esposa é um bom tesouro (Pv 18.22 - Aquele que encontra uma esposa, acha o bem, e alcança a benevolência do SENHOR. ). De bom tesouro, cuida-se, e evita-se perdê-lo. Marido: mulher bem tratada é um grande investimento. O retorno emocional é garantido. Mulher: marido bem tratado é um grande investimento. O retorno emocional é garantido. 

9- BUSQUE AJUDA - Havendo problemas, busque ajuda. Primeiro em Deus. Lembre-se de Tg 1.5 ( E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.) Busque orientação de pessoas mais experientes ou de seu pastor. Evite que o problema se avolume. Evite conselhos de gente que não tem o que dizer. Os amigos de Roboão lhe deram maus conselhos (1Rs 12.6-12). Nesta busca de ajuda, evite por mais lenha na fogueira. E evite também a raiz de amargura (Hb 12.15 - Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. ). Busque ajuda e não um juiz a seu favor. 

10- INVISTA EMOCIONAMENTE NA VIDA A DOIS - Bons casamentos não acontecem por acaso. São produto de muito trabalho e da graça de Deus. Boa parte do trabalho é investimento emocional no relacionamento conjugal. “Vender a alma” para o cônjuge. Mas investir sem proteger é problemático. É preciso levantar cercas contra os problemas externos, porque os internos são mais vistos e os dois os vivenciam. Não permita brechas. Não dê armas ao inimigo.

Pr. Marcelo da Costa

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Freud e C.S Lewis Diante Da Morte


Quando seu colega Ernest Jones perdeu a única filha, Freud escreveu-lhe uma carta dizendo: “Como fatalista incrédulo que sou, só posso mergulhar em um estado de resignação, quando encaro o horror da morte.” Ele lembrou Jones de que, quando seu neto Heinele morreu, ele mesmo havia perdido toda a vontade de viver: “Eu passei a ficar constantemente cansado da vida.” Freud parecia ser agudamente consciente da sua falta de recursos espirituais para persistir em tempos de crise. Depois da morte da filha Sophie, escreveu a um colega: “Não sei o que mais há para se dizer. Trata-se de um evento tão paralisante, que não se consegue pensar em mais nada depois, quando não se é um crente...” Freud se perguntava “quando é que virá a minha vez” e desejava que a sua vida terminasse rápido. [p. 227]


Freud encerra seu ensaio sobre guerra e morte com uma curiosa sugestão: “Se você quiser suportar a vida, prepare-se para a morte.” Freud se deu conta do que muitos psiquiatras já observavam fazia tempo: para viver plenamente, é preciso dar uma solução ao problema da morte. Se o deixarmos sem solução, gastamos energia demais em negá-lo, ou ficamos obcecados por ele. Freud não deixa dúvidas de como ele tratava o problema. Tornou-se obcecado pela morte, [além de] extraordinariamente temeroso e supersticioso em relação a ela. Freud sonhava o tempo todo com a morte. [p. 231, 232]

C. S. Lewis [em idade avançada e já viúvo] escreveu uma carta na tentativa de consolar uma pessoa gravemente doente: “Será que você não consegue encarar a morte como um amigo e libertador? Ela nada mais significa do que poder despir-se daquele corpo que a está atormentando: é como tirar um chapéu ou sair de um calabouço. O que há de assustador nisso?... Teria sido esse mundo tão bom para você, que você o deixe com tanta tristeza?” Lewis procura então confortá-la com palavras que revelam seus próprios pensamentos e sentimentos relativos à sua morte: “Há pela frente coisas melhores do que qualquer uma que deixamos para trás... Acredite, o Nosso Senhor não está lhe dizendo nada mais do que: ‘Paz, filhinha, paz. Relaxe. Deixe estar. Os braços sempiternos estão bem debaixo de você... Você confia tão pouco em Mim?’ É claro que este pode não ser o fim. Então faça um bom ensaio.” Lewis assinou essa carta com: “Seu (viajante cansado e, como você, perto do fim da jornada) Jack.” [p. 249]

Em junho de 1961, Lewis, que já sofria de males na próstata, teve uma obstrução urinária, infecção nos rins e acabou contraindo uma toxemia com sintomas cardíacos. Melhorou nos meses seguintes e continuou dando aulas, escrevendo e visitando os amigos. Em 15 de julho de 1963, Lewis teve um ataque cardíaco e entrou em coma. Recuperou-se, mas foi por pouco tempo, passando a viver de forma tranquila e feliz nos meses seguintes. A um amigo ele escreveu: “Recuperei-me de forma surpreendente de um longo coma, e quem sabe as orações incessantes dos meus amigos tenham provocado isso – mas aquela teria sido uma passagem bastante fácil, a ponto de eu lamentar o fato de a porta ter sido batida na minha cara... Quando você morrer... não deixe de me procurar... Tudo isso foi muito divertido – uma diversão solene –, não é mesmo?” [p. 249, 250]

Como Lewis ou qualquer outra pessoa poderia estar assim tão “preparado” para a morte, a ponto de encará-la não só com alegria, calma e paz interior, mas com uma expectativa da verdade? Não teria sido a sua visão de mundo que lhe fornecera os recursos necessários para tanto? Quem sabe possamos encontrar a resposta mais uma vez nas suas próprias palavras: “Se acreditamos de fato no que dizemos acreditar – se cremos que a nossa casa de fato não é aqui –, qual o problema em ter a expectativa da chegada?” [p. 252]

(Fonte: Armand M. Nicholi Jr., Deus em Questão – C. S. Lewis e Freud debatem)

 Pr. Marcelo da Costa

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O Palco da Profecia Está Armado


      Um grupo de engenheiros e cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, criou uma segunda pele eletrônica que funciona como uma tatuagem temporária.  Ela fica grudada na pele do usuário por um período de tempo, registrando de forma ininterrupta dados sobre o coração, ondas cerebrais e atividade muscular - as informações dependem do local onde a novidade é colocada. O circuito baseado em silício é integrado a uma borracha extremamente fina, com 0,5 mm de espessura, que gruda na pele sem a necessidade de qualquer material adesivo. Depois de duas semanas, por conta da exfoliação natural da pele, o circuito é removido naturalmente. A novidade foi publicada na revista ''Science''


Pr. Marcelo da Costa
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Não Podemos Usar o Púlpito Para Fazer Apologia a Ignorância.


   Que o pregador preocupe-se com seu conhecimento das Escrituras. Tudo que puder aprender sobre a Bíblia lhe será útil; e o máximo que já tem alcançado ainda não é o bastante. Sendo que pretende ser um interprete das Escrituras é imprescindível que a conheça profundamente. É detestável haver obreiros que, a pretexto de humildade, se esquivam de tornarem-se mestres nas Escrituras. O pregador é como um desbravador; um desbravador enviado pela cidade faminta a uma terra distante, com o único objetivo de encontrar e trazer o melhor que puder achar. Na cidade lhe esperam crianças, jovens e adultos que, atarefados em suas obrigações diárias, esperam pelo maná que está por vir. Que o desbravador não se atreva a trazer consigo menos do que lhe foi designado.
    Que o pregador preocupe-se com sua vida de oração. Um alerta se faz necessário aqui. Com o intuito de desmistificar a oração, muitos espalharam a idéia de que é possível orar em todo tempo, em toda situação e lugar. Com tal ensino pretendia-se derrubar a idéia de que oração é apenas aquela feita de joelhos. Está correto. No entanto, na prática, isso tem servido como travesseiro de penas para a consciência de alguns cristãos, inclusive obreiros. Nada pode substituir aqueles momentos que passamos exclusivamente na presença do Senhor, em oração. Da mesma forma que o café da manhã não substitui o almoço, e a música não substitui a exposição das Escrituras, a oração como exercício espiritual é insubstituível: “... quando orares, entra no teu aposento e fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto...” (Mateus 6.6).
    Haverá o pregador de se preocupar também com o seu preparo intelectual. Indiscutivelmente, o Espírito Santo tem utilizado, e de forma poderosa, pregadores sofríveis tecnicamente. Foi, por exemplo, o que aconteceu na conversão de um jovem que se tornaria o príncipe dos pregadores. Spurgeon nos conta que ao se refugiar da chuva no templo de uma Igreja Metodista, deparou-se com um pregador que despertava ‘dó’ em seus ouvintes; porém, o Espírito Santo usou aquele mensageiro para tocar profundamente no coração de Spurgeon. São casos reais que, no entanto, não servem como desculpa para aqueles que podendo receber melhor preparo, não o fazem, quer por preguiça intelectual, quer por um conceito errôneo de espiritualidade.
    Quanto mais culto é o pregador, mais fácil lhe será a árdua tarefa de falar em publico, desde a preparação do seu esboço, até o momento de entregar sua mensagem aos ouvintes. Isso facilmente se explica recordando que o cérebro humano funciona como uma espécie de arquivo que armazena e disponibiliza quantidade enorme de informações, sobre os mais variados assuntos, nas mais diversas áreas do saber.
    O pregador não deve confiar em alguma revelação instantânea que o salvará no púlpito. Quando o Senhor Jesus fez promessa de enviar aos seus discípulos um outro Consolador, disse-lhes: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). Parando apenas na promessa de ser ensinado, muitos se esquecem do meio utilizado pelo Espírito: fazer lembrar.
    Durante cerca de três anos Jesus ensinou aos seus discípulos coisas que eles sequer eram capazes de assimilar no momento, mas quando o Dom da Promessa se realizou, todas aquelas informações passaram a fazer sentido e, hoje, são as bases da coletânea de escritos que conhecemos como Novo Testamento.
    Não é incrível que algum pregador atual se ache detentor de uma unção que nem mesmo os discípulos tiveram? Portanto, que o pregador invista em sua bagagem cultural. No caso de possuir alguma formação superior, não necessariamente em teologia, ele já trará consigo uma bagagem considerável. Seja como for, seus conhecimentos devem continuar sendo acumulados diariamente. Como fazê-lo? Com atividades simples como: cursos de especialização, reuniões cientificas ou culturais, visitas regulares a bibliotecas, a compra regular de bons livros, a leitura de um bom jornal diário, ou mesmo pela Internet. Com o passar dos anos o pregador irá notar que apesar do consciente se ‘esquecer’ de praticamente tudo o que leu, o inconsciente jamais o fará. Com efeito, o subconsciente criará um arquivo de informações que podem ser acessadas pelo indivíduo que acumulou conhecimentos através dos anos.
    Fazer anotações daquilo que se lê pode ser de grande auxilio para usos futuros, desde que se tenha o cuidado de organizar adequadamente tais informações. De nada valerá um punhado de anotações aleatórias e confusas. E a informática poderá ser de grande utilidade para o pregador. Utilizando o sistema de pastas virtuais, o pregador terá sempre em mãos algo semelhante aos melhores arquivos físicos que poderia comprar. Falaremos mais sobre esse assunto em outra ocasião.         
Deus continue abençoando os nossos pregadores.


Pr. Marcelo da Costa                    
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Vencendo a Insegurança Para Falar em Público

Há quem sua frio, fica com a boca seca e o estômago embrulhado à simples ideia de falar em público, talvez sirva de consolo saber que esses sintomas são comuns a 85% dos mortais. A informação vem de uma autoridade: Michael T. Motley, catedrático do departamento de retórica e comunicação da Universidade da Califórnia, Davis. Ele acha a ansiedade natural." Em qualquer situação, o temor da avaliação ou a insegurança sobre como agir desperta ansiedade", pondera em Psychology Today. A não ser em casos extremos, em que indivíduos são capazes de arruinar a própria carreira para não se expor em público. E até esses podem mudar, nas mãos de terapeutas que lhes ensinem relaxamento e técnicas para reverter o terror.

Resgatada a autoconfiança, os mesmo sintomas passam a ser interpretados pela ex-vítima como sinais de que está emocionalmente apta a comunicar-se com o público.
Nos casos menos graves, basta desfazer mal-entendidos, como a suposição de que a platéia está sempre pronta a crucificar o orador ao menor deslize. Na verdade, garante o professor Motley, as pessoas ficam muito mais concentradas no conteúdo do discurso que nas habilidades do orador. E, esclarece, está provado que sinais de ansiedade são muito menos perceptíveis do que o orador julga. Para quem se dispõe a combater o medo de falar em público, ele dita algumas regras fundamentais:
* Defina objetivos - Antes de mais nada, identifique um ou dois pontos que deseja comunicar. Depois, pense na melhor maneira de obter impacto com eles.
* Ponha-se no lugar do público - Verifique as diferenças entre você e a maior parte do público quanto a atitudes, interesses, familiaridade com o tema. Fale nos termos do público, usando a linguagem dele.
* Não decore, não leia - Exceto poucas pérolas criteriosamente escolhidas - frases memoráveis ou exemplos que com certeza funcionam -, seja o mais espontâneo possível. Não ensaie a ponto de dizer sempre as mesmas coisas da mesma forma. Para não se desorganizar, use notas breves.
* Fale com uma pessoa de cada vez - Embora pareça absurdo discursar para um só, olhar e fale para indivíduos na platéia ajuda a manter a naturalidade. Fale com cada pessoa só o tempo em que o contato for confortável - em geral, uns 15 segundos.
* Tente não pensar em suas mãos e expressões faciais - Concentre-se no que deseja comunicar e deixe a comunicação não verbal correr solta. Prestar atenção nos gestos gera inibição ao constrangimento.
* Vá com calma - Algumas pessoas no auditório podem querer tomar notas. Colabore, indo devagar. Faça pausas. Guie o auditório delineando os itens mais e os menos importantes. Lembre-se que seu objetivo é ajudar o público a entender e não apresentar informações em tempo recorde.
* Fale de modo habitual - Exprima-se como se estivesse dirigindo-se a alguém que respeita. Visar a perfeição é pouco realista e só cria tensões. Ao auditório interessa o que - e não como - o orador fala.
* Procure conselhos e críticas - Para a maioria, um planejamento cuidadoso e um estilo informal garantem uma boa exposição . Uns poucos oradores, no entanto, têm peculiaridades que distraem o auditório. Solicite a crítica de alguém em que confia e concentre-se naquilo que o desvia de seu objetivo. Em geral, basta estar ciente do problema para corrigi-lo. Mas, se não bastar, procure um curso ou um professor de oratória.

Pr. Marcelo da Costa


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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mimetismo – Por que sofremos os efeitos da imitação?


  Muitas vezes, imitamos inconscientemente a entonação da voz, a escolha das palavras e o gestual de outras pessoas;também adotamos seus pontos de vista e os introjetamos como se fossem originalmente
nossos; esse comportamento é útil para a convivência social.
  Pense em um casal conhecido seu que viva junto há muito tempo. Procure uma antiga foto dos dois e compare-a com outras atuais.  Provavelmente você notará que essas pessoas têm se tornado mais parecidas com o passar dos anos. Esse espantoso fenômeno foi descoberto pelo psicólogo social Robert Zajonc, nos anos 1980. O pesquisador falecido em 2008 e seus colegas da Universidade de Michigan em Ann Arbour apresentaram aos voluntários casais e pediram que avaliassem as semelhanças em sua aparência. Realmente, os traços faciais das duplas que estavam juntas havia muitos anos foram classificados como muito semelhantes. Ainda mais surpreendente: quanto mais obviamente a fisionomía havia se tornado similar, mais satisfeitos os dois estavam com o relacionamento, segundo as suas próprias declarações.
    Esse “efeito camaleão” foi abordado pelo diretor Woody AlIen em Zelig, de 1983. O personagem principal, que dá nome ao filme, se adapta física e psicologicamente ao seu meio ambiente — quando o protagonista está rodeado por pessoas mais gordinhas, por exemplo, sua barriga estufa. Nesse trabalho, Woody Allen apresenta uma caricatura da necessidade humana de buscar conformidade. Obviamente não possuímos a capacidade de igualar nossa aparência ao meio ambiente em segundos; no entanto, os seres humanos tendem a imitar inconscientemente aqueles com quem interagem. Psicólogos falam aqui em mimetismo (do grego antigo mimesis = imitação), com base no conceito usado na biologia para designar o fenômeno segundo o qual algumas espécies animais inofensivas assumem características externas de outra espécie mais agressiva, para espantar predadores.
    A capacidade humana de mimetizar é aparentemente inata. Recém-nascidos com poucos dias de vida começam a chorar quando ouvem outros chorando. Bebês entre 3 e 4 meses reproduzem movimentos simples de boca e põem a língua para fora ao ver alguém fazer esse gesto. Aos 9 meses, os pequenos já imitam as expressões faciais de alegria, tristeza ou irritação da mãe. Os pais tiram proveito desse desejo humano de imitar. lntuitivamente, ao oferecer mingau aos filhos, eles próprios abrem a boca para queo bebêtambém o faça — e em geral funciona.
Os adultos frequentemente reproduzem a linguagem infantil ao falar com as crianças. Mas também imitam, sem perceber, um interlocutor da mesma idade: se uma pessoa do Nordeste do Brasil conversa com outra da região Sul, a primeira logo estará imitando levemente o sotaque da segunda, e vice-versa. Ao conversarem, as pessoas costumam buscar uma espécie de ajuste no que diz respeito à velocidade da fala, ao ritmo, à impostação e ao vocabulário. Até mesmo a estrutura das frases usada pelo outro é copiada.
A altura da voz e o estado emocional das pessoas também são influenciados pelo meio ambiente. E o que mostra, por exemplo, um estudo desenvolvido pelos psicólogos Roland Neumann e Fritz Strack. Os cientistas, que hoje pesquisam nas Universidades de Trier e Würzburg, Alemanha, apresentaram aos sujeitos do experimento uma gravação em que um locutor lia em voz alta um texto filosófico. Mas enquanto metade dos voluntários escutou a leitura com entonação alegre, a outra parte ouviu a leitura em tom triste. Quando os participantes tiveram de repetir o texto, eles não apenas assumiram a altura de voz similar à do locutor, mas também demonstraram o mesmo estado de espírito que perceberam. A observação dos aplicadores foi confirmada por uma entrevista feita na sequência com os participantes. Dessa forma, as pessoas poderiam se assemelhar mesmo na aparência: quem tem sempre um parceiro bem-humorado ao seu lado — e capta isso por meio da mímica—caminha mais alegre pelo mundo.
    Outro indício de como a imitação influencia a aparência a longo prazo foi descoberto pelo psicólogo Ulf Dimberg, da Universidade de Upsala, na Suécia, nos anos 1980. Ele mostrou aos participantes fotos de pessoas alegres e irritadas enquanto registrava, por meio de sensores, a atividade muscular no rosto dos observadores. Realmente, nas contrações imperceptíveis refletiram as emoções apresentadas nas fotos.
    Hoje, pesquisadores supõem que a apresentação constante de uma expressão facial fortalece a musculatura e influencia os vasos sanguíneos, o que, a longo prazo, pode modificar a própria mímica. Uma pessoa que por anos a fio mantém um semblante preocupado tende a se mostrar assim mesmo em situações nas quais não deveria estar dessa maneira, como se o rosto adotasse determinada “máscara”, o que se reflete na forma de essa pessoa se relacionar com os outros e até consigo mesma. Seguindo essa lógica, podemos pensar que a imitação constante faz com que parceiros de fato se tornem cada vez mais semelhantes com o tempo.
    Esses estudos sugerem que, ao observar-mos movimentos alheios, tornam-se ativas regiões cerebrais que coordenam a atividade motora correspondente em nós mesmos.
    A imitação social ainda cumpre uma função importante: recém-nascidos já se comunicam dessa forma com seus semelhantes e aprendem assim a se comportar de maneira adequada, inserindo-se no grupo. Esse comportamento, porém, também se aplica a adultos que, por exemplo, após uma mudança, precisam se integrar a uma nova comunidade. Como diz o provérbio, “estando em Roma, aja como romano”. De fato, a imitação pode ser importante para a integração e sobrevivência.
    A psicóloga Jessica l. Lakin, da Universidade Drew, em Madison, no estado de Nova Jersey, acredita que imitamos nossos semelhantes principalmente quando buscamos conexão social, muitas vezes também imitamos sem perceber.
    Em um segundo experimento, Lakin demonstrou que os socialmente excluídos tendiam a imitar seus pares, ainda mais quando lhes era informado que todos haviam participado do mesmo jogo (e uma daquelas pessoas poderia ter sido sua adversária).
    Embora as conclusões de Jessica l. Lakin façam muito sentido, é importante lembrar que não imitamos os outros apenas quando nos sentimos deixados de lado.
    A necessidade de mimetismo também cresce em situações nas quais a proximidade é importante por outros motivos.
    Será que as pessoas se reconhecem como mais simpáticas quando se imitam mutuamente?
     Por incrível que pareça, mas alunos e professores consideravam seu relacionamento mais harmônico quanto mais intensamente os estudantes imitavam as mímicas e o gestual do docente. No entanto, a causa e o efeito nesse caso não estão claros: talvez o mimetismo também ocorresse porque os envolvidos consideravam positivamente seu relacionamento e, por isso, “seguiam o mestre”.
    Aparentemente, o comportamento mimético estimula a boa convivência e os vínculos sociais.
    Aparentemente, as pessoas servem-se do mimetismo quando buscam criar conexões, de maneira automática, sem se dar conta desse procedimento.
    Os efeitos da imitação, portanto, não são ilimitados, mas comportam sutilezas que podem estar ligadas aos valores, desejos e subjetividade de cada um, Além disso, os resultados confirmam mais uma vez que a percepção e a ação estão estreitamente conectadas. Para pesquisadores como o psicólogo holandês A. Dijksterhuis, da Universidade Nijmegen, uma percepção sempre inicia também um comportamento correspondente.
    O mimetismo, porém, também pode nos influenciar negativamente de outras formas. Assim como chegamos em casa alegres após uma noite em companhia de pessoas divertidas, o mau humor do chefe e dos colegas também nos afeta. O risco é nos tornarmos cada vez mais parecidos com algum “emburrado de plantão” com o passar dos anos.    
    Em nome do próprio bem-estar, vale ficar atento.

Pr. Marcelo da Costa 
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Traços do Alfabeto Hebraico

O alfabeto hebraico, também conhecido como Alef-Beit, é o utilizado para a escrita em hebraico, que é uma língua semítica pertencente à família das línguas Afro-Asiáticas, mais falada em Israel. Também é utilizado para escrever o iídiche, língua germânica falada pelos judeus da Europa Oriental e Alemanha. Assim como na escrita árabe, nesse alfabeto, os textos são escritos no sentido anti-horário ou seja, da direita para a esquerda. • א - alef = sem som • ב - bet = b (em algumas palavras como v) • ג - gimel = g • ד - dalet = d • ה - he = h • ו - vav = v/w (em algumas palavras como a vogal o ou u) • ז - zain = z • ח - chet = h aspirado • ט - tet = t • י - iud = y • כ - caf/khaf = k ou kh [como o j espanhol] (depende da palavra) (no final de palavra ך) • ל - lamed = l • מ - mem = m (no fim de uma palavra ם) • נ - nun = n (no fim duma palavra ן) • ס - samekh = s • ע - ain = nasaliza a vogal associada • פ - pei/fei = p ou f (depende da palavra) (no final de palavra ף) • צ - tzadi = tz (no final de palavra ץ) • ק - kof = k • ר - reish = r • ש - shin/sin = x (ch)/s (depende da palavra) • ת - tav = t Nota: o alfabeto hebraico só utiliza consoantes, sendo que as vogais podem ser representadas por sinais diacríticos, chamados niqqud ou sinais massoréticos. A letra "aleph" existe para representar as sílabas em que não há consoantes, como o E da palavra "Elohim" (אלהים) Tabela Alef Beth/Vet Gimel Dalet He Vav Zain Het Teth Yodh Kaf/Khaf א א ב ב ג ג ד ד ה ה ו ו ז ז ח ח ט ט י י כ כ ך ך Lamed Mem Nun Samekh Ain Pe/Fe Tsade Qoph Resh Shin Tav ל ל מ מ נ נ ס ס ע ע פ פ צ צ ק ק ר ר ש ש ת ת ם ם ן ן ף ף ץ ץ O hebraico moderno é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas. A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época de Moisés, cerca de 3.300 anos atrás, foi redigida em hebraico clássico. Embora hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, portanto indecifrável, devido à não-existência de vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm-na sempre chamado de לשון הקודש, Lashon haKodesh ("A Língua Sagrada") já que tenha sido escolhida para transmitir a mensagem de Deus à humanidade. Por volta da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma lingua franca regional, tanto usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmude) como também no comércio. O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos idiomas árabe, o ladino, o iídiche, e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel, do qual é a língua oficial primária (o árabe também tem status de língua oficial). O nome hebraico para a língua é עברית, ivrit.

Pr. Marcelo da Costa
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